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julho, 2014
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Veja como foi o primeiro dia de regatas na Semana de Vela de Ilhabela e como os velejadores superaram o desafio de velejar quase sem vento

Largada da Ilhabela Sailing Week 2014 - Ilhabela - Foto: Guilherme Andrade

O primeiro dia de regatas na Ilhabela Sailing Week era o mais esperado pelos velejadores dos 130 barcos inscritos, ansiosos para contornar o arquipélago de Alcatrazes, território da Marinha do Brasil. Mas não foi tarefa das mais fáceis, já que os ventos demoraram a aparecer no canal de São Sebastião. A largada, prevista para as 10h em frente ao pier da Vila, acabou acontecendo pouco depois de 12h em frente à praia do Curral, ao sul da ilha, onde o vento estava melhor para velejar.

Superadas as primeiras dificuldades, a Comissão de Regatas se preparava para receber os barcos que seguiram a Alcatrazes somente durante a madrugada desta segunda-feira (21). As primeiras embarcações, da robusta classe #S40, cruzaram a linha de chegada (ao sul de Ilhabela) no início da noite de domingo. A primeira delas foi o Carioca, conduzido por André Mirsk, grande vencedor da regata. O segundo colocado, o Pajero Mitsubishi, com André “Bochecha” Fonseca no leme, concluiu o percurso 3min32 depois, seguido por Crioula, com Samuel Albrecht, a 53min13 do ganhador.

Com a falta de vento, alguns velejadores optaram por retornar mais cedo da regata, que tem percurso de 60 milhas náuticas (110 km). Entre os barcos desistentes, estava o Miragem, do Rio de Janeiro. “Entramos em um buraco de vento e não tínhamos como recuperar. Ficamos parados na Ponta da Sela (extremo sul de Ilhabela), com vários barcos ao redor e não havia como sair do canal para chegar lá fora, no vento leste”, justificou o timoneiro Fábio Bodra. A escolha foi por evitar o desgaste e priorizar os treinos nesta segunda (21), focando na competição de terça-feira.

C30 – A classe mais competitiva

Outra regata que ocorreu paralelamente à de Alcatrazes foi a de Toque-Toque por Boreste, com uma milha (1.8 km), disputada pelos sete barcos da C30, além das classes BRA-RGS C e CLÁSSICOS. O primeiro a superar o vento fraco foi o barco Mais Realizado, que aproveitou a experiência da tripulação bem entrosada. “Mesmo com todas as dificuldades foi um dia super legal para nós”, relatou Mário Buckup, timoneiro do barco vencedor. “Até chegar a Toque-Toque, mantivemo-nos em terceiro ou quarto lugar. Na hora de contornarmos a ilha, fizemos um trajeto bem rente e com um rumo mais curto pudemos ultrapassar os adversários. Arriscamos e deu certo, mas tivemos sorte também”, afirmou Buckup com humildade. O Mais Realizado superou os favoritos CA Technologies, campeão em 2013, e o Zeus Team, também de Santa Catarina, que chegou na terceira colocação.

A lógica da HPE

A classe HPE disputou a Regata Renato Frankenthal, no mesmo percurso da C30 e dos barcos menores da RGS. O atual campeão Ginga, de Ilhabela, confirmou o favoritismo em meio a 22 veleiros, cruzando a linha de chegada à frente do Artemis e do Take Ashauer, também de Ilhabela. O vice-campeão de 2013, Fit to Fly, foi o quinto colocado na prova, culpa do “anda e para”, segundo o timoneiro Henrique Haddad, o Gigante. “Com um vento que mal chegou a oito nós (14 km/h), cruzamos a linha de chegada cinco minutos antes do horário limite, 17h”. O velejador carioca, em campanha olímpica para o Rio 2016 na classe 470, chegou a pensar que a regata poderia ser anulada por falta de luz natural, já que a HPE não possui luzes de navegação e apenas oito veleiros chegaram dentro do prazo estabelecido.

Mas estas foram apenas as primeiras regatas da Ilhabela Sailing Week, que continua a todo vapor a partir de terça (22), com novas regatas Barla-Sota ou Percurso em todas as categorias. Acompanhe a cobertura completa no Portal Ilhabela.com e pela hashtag #ilhabelacomvc em nossas redes sociais – Twitter (@ilhabelacomvc), Instagram (@ilhabelacomvc) e Facebook (www.facebook.com/ilhabelacomvc).

Confira a lista de vencedores da regata de abertura em cada classe da 41a. edição da Ilhabela Sailing Week:

S40 – Carioca (Roberto Martins)
C30 – Mais Realizado (José Luís Apud)
HPE – Ginga (Breno Chvaicer)
ORC A – Lexus/Chroma (Luís Gustavo de Crescenzo)
ORC B – Santa Fé V (Nélson Avila Thomé Jr.)
ORC C – Bravissimo 4 (Ian Muniz)
IRC – Rudá (Guilherme Hernandes)
RGS A – Fram (Felipe Aidar)
RGS B – Total Balance (Sérgio Klepacz)
RGS C- Azulão (Marcelo Polonio)
RGS Cruiser – BL3 (Pedro Rodrigues)

Resultados completos no site oficial do evento.

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