O lendário veleiro Atrevida na Semana de Vela de Ilhabela

22
julho, 2014
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Walter Michell / Divulgação

O Atrevida (ex. Wildfire) é um imponente veleiro Clássico, do tipo Escuna, fabricado em 1923 nos Estados Unidos. Hoje tem bandeira brasileira e em sua última reforma, realizada no ano de 2011, recebeu os artesãos do Kalmar para serviços de marcenaria do interior e pintura interna. Atualmente o veleiro se encontra em águas nacionais e representa o país em regatas de Clássicos no Brasil e no mundo.

Considerado um dos mais sofisticados veleiros do continente, o Atrevida vai acrescentar toda a classe de sua saga de 90 anos à flotilha da Semana de Vela de Ilhabela. Desde a completa restauração concluída em 2005, depois de 14 meses de estaleiro em Santos, a tripulação sonhava em levar o barco construído em 1923 no galpão da família Herreschoff, em Bristol (EUA), para competir em Ilhabela.

Graças à impecável reforma e ao resgate do sistema de velas, que ajudou a atribuir ao barco fama e prestígio devido ao desempenho nas principais regatas da costa leste dos Estados Unidos, disputadas na primeira metade do século passado.

“Com a instalação das novas velas e cabos, conforme a área vélica (dimensão das velas) do plano original, o barco ficou muito equilibrado, interessante de se velejar. O Atrevida se comporta, hoje, como um veleiro mais leve, apesar das 90 toneladas”, conta, entusiasmado, o velejador Atila Bohm, timoneiro da embarcação desde 2008.

A velocidade de velejada do Atrevida sob condições normais, com ventos médios, varia de 8 a 11 nós (até 20 km/h), situação que exige o esforço de 9 ou 10 tripulantes para que o veleiro possa atingir o seu melhor rendimento. Resultados à parte, durante as regatas em Ilhabela, o veleiro irá destoar dos demais participantes pelo seu tamanho e pela sua beleza exclusiva.

Com 95 pés de comprimento (29 metros), o Atrevida restaurado resgata a charmosa aparência semelhante a do dia em que saiu do estaleiro. Casco branco com um fio vermelho na linha d’água, velas também alvas com as bordas vermelhas e acessórios do convés em mogno de demolição e em aço inoxidável personalizados com a gravação do nome do barco, trazem de volta o requinte e a nostalgia do modelo “Herreschoff 1923”, encomendado pelo Comodoro do Yatch Club de Nova York por 76 mil dólares, na época.

  • Rondon de Castro

    disse:
    6 de outubro de 2017

    É para se maravilhar!

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