Festival Forró na Ilha encerra com recorde de público, cultura e noite histórica em Ilhabela

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Festival Forró na Ilha encerra com recorde de público, cortejo cultural e noite histórica de shows em Ilhabela

Festival Forró na Ilha encerra com recorde de público, cortejo cultural e noite histórica de shows em Ilhabela

Com programação ampliada, oficinas inéditas e forte adesão do público, 13ª edição consolida o evento como um dos principais encontros de forró do país

O último dia do Festival Forró na Ilha superou expectativas e encerrou a 13ª edição com recorde de público em Ilhabela. Ao longo de três dias, o evento reuniu caravanas de diferentes regiões do país, movimentou a economia local e reafirmou sua força como experiência cultural que vai além dos palcos.

Antes de tomar as ruas, o domingo foi marcado pelas oficinas, que estrearam nesta edição como parte oficial da programação. As atividades de dança, música e circo reuniram participantes de diferentes idades em uma vivência direta com a cultura popular, fortalecendo o caráter formativo do festival.

Na sequência, o cortejo cultural tomou conta do espaço com o grupo Pife na Praia, conduzindo o público em um dos momentos mais simbólicos do evento. A proposta, inspirada nas tradições nordestinas, conectou música, território e coletividade. “A ideia é levar essa energia do pífano, da cultura popular, pra perto das pessoas, de forma viva, na rua, com todo mundo junto”, destacou um dos integrantes do grupo, reforçando o espírito de troca e pertencimento que marcou a edição.

Tradição que atravessa gerações

Entre os artistas que marcaram a edição, o sanfoneiro Tio Joca, do Trio Sabiá, trouxe a força de quem carrega décadas de história no forró. Ao lado de Zito (zabumba) e Lucas (triângulo e voz), o grupo ainda contou com a participação especial de Joquinha Almeida, filho de Joca, reforçando o caráter familiar e de continuidade da tradição.

“Tenho mais de 50 anos de forró e mais de 40 com o Trio Sabiá. Esse ano foi muito bom, gostei demais. Quero parabenizar os organizadores, porque foi uma festa maravilhosa pra todo mundo, músicos e público. Um festival que já vem há muitos anos levando alegria e divulgando a cultura nordestina. Quando a coisa é boa, entra no calendário. E o Forró na Ilha já entrou”, afirmou.

Festival evidenciou a força das mulheres no palco, com artistas como Marimelo, Thaís Nogueira e Neide Nazaré, e também fora dele, na produção, feira de empreendedoras e gastronomia (Fotos: Matheus Costato)

Festival evidenciou a força das mulheres no palco, com artistas como Marimelo, Thaís Nogueira e Neide Nazaré, e também fora dele, na produção, feira de empreendedoras e gastronomia (Fotos: Matheus Costato)

Noite de shows encerra em alta

A programação musical fechou o festival com apresentações que mantiveram o público até o fim, reunindo nomes que ajudam a contar a própria história do Forró na Ilha.

Presença constante ao longo das edições, Marimelo reafirmou seu papel como uma das grandes referências do festival. Cantora e compositora com trajetória consolidada no forró pé de serra, sua participação se tornou quase simbólica dentro da programação — uma artista que acompanha, sustenta e ajuda a construir a identidade do evento ao longo dos anos.

Ao lado dessa trajetória, o show de Thaís Nogueira ganhou força especial na noite de encerramento, levantando a plateia de forma intensa em um dos momentos mais marcantes do festival. Presente desde as primeiras edições, Thaís também carrega uma relação direta com a história do Forró na Ilha, e entregou uma apresentação vibrante, conectando tradição e novas camadas do gênero.

Protagonismo feminino no palco e nos bastidores

Ao longo de toda a edição, o festival evidenciou a força das mulheres não apenas no palco, com artistas como Marimelo, Thaís Nogueira e Neide Nazaré, mas também na construção e na experiência do evento. Na produção, Juliana Sakurinha integrou a equipe organizadora, reforçando a presença feminina em funções estratégicas.

Outro destaque foi a feira de afroempreendedorismo, sob curadoria de Rosângela Sebastião, à frente do Projeto Espaço das Pretas, iniciativa que fortalece a geração de renda e a visibilidade de mulheres e grupos historicamente invisibilizados.

A gastronomia também refletiu esse protagonismo, com a praça de alimentação organizada por mulheres da ilha, valorizando a culinária caiçara e ampliando a experiência cultural do público para além da música.

Com recorde de público, programação ampliada e forte adesão às oficinas e ao cortejo, o Festival Forró na Ilha encerra sua edição de 2026 consolidado como um dos principais encontros de forró pé de serra do Brasil, unindo cultura, formação, turismo e pertencimento em uma mesma experiência.

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