O que tem hoje?
Quando a ilha fecha…
Há mais de 15 dias chove em Ilhabela. Alguém tem essa informação de quanto tempo faz? 2 meses? Impossível contar nos dedos mais. Nem nos varais pela casa.
E depois de um certo tempo a chuva deixa de ser bucólica. Cansa. A gente começa a olhar a previsão do tempo procurando qualquer brecha de sol e, enquanto ela não vem, começa a surgir uma outra necessidade: encontrar gente. Cadê as pessoas?

Um café demorado com risadas. Uma conversa na porta da escola. Um almoço que se estende e vira plano futuro. Uma mesa cheia. Cadê?
E aí começa a busca.
O que tem hoje?
Prato novo no restaurante? Vamos experimentar.
Exposição nova na Fundaci? Vamos ver.
Aula diferente na academia? Vamos.
Tem evento no Vermelhos? Estamos dentro.
Depois de tantos dias de chuva, qualquer novidade vira motivo para sair de casa.
E talvez seja porque, quando a chuva tira da gente boa parte do que normalmente fazemos em Ilhabela, praia, trilha, barco, caminhada, corrida, clube, mar, bike, ficar do lado de fora, a gente percebe que sente falta de outra coisa também: gente. Cadê todo mundo?
De conversar. De encontrar. De ter uma desculpa para se arrumar e sair.
Nesses dias, um café ganha outra importância. Opa! Afinal, saímos de casa! Um prato novo vira programa. Uma exposição vira passeio. Uma aula ocupa a tarde. Um evento, então, nem se fala.
A gente vai.
E é curioso perceber como, depois de tantos dias de chuva, parece que estamos procurando menos o sol e mais uns aos outros. E tá valendo falar do varal!
Enquanto o sol não volta, seguimos perguntando:
O que tem hoje?
Ma Stump é publicitária formada pela ECA-USP e atua há mais de 15 anos com comunicação, conteúdo e relações públicas. É fundadora da Ma Stump Comunica. Moradora de uma ilha há 14 anos, é mãe de um mocinho de 9 anos e apaixonada por criatividade, cultura, arquitetura e pelas histórias que conectam pessoas e marcas. Mais em @mastump.