Abertura da 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval teve Esquadrilha da Fumaça e desfile de 127 barcos
Maior espetáculo náutico da América Latina, Semana de Vela de Ilhabela contou com os caças da Força Aérea Brasileira em um domingo ensolarado na Capital da Vela. Os 127 barcos desfilaram pela Vila antes das primeiras regatas
A Esquadrilha da Fumaça voltou a colorir o céu de Ilhabela (SP) neste domingo (26). A apresentação surpresa marcou a abertura da 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval, o maior espetáculo náutico da América Latina.
A participação dos caças foi uma iniciativa do Yacht Club de Ilhabela, organizador do evento, para surpreender velejadores, moradores e visitantes durante o tradicional Desfile dos Barcos. As aeronaves surgiram durante a passagem da flotilha pelo Píer da Vila, no Centro Histórico de Ilhabela. As manobras no céu transformaram a abertura da SIVI Daycoval em um espetáculo no ar e no mar.

Quatro caças da Esquadrilha da Fumaça surpreenderam velejadores e visitantes de Ilhabela na abertura da raia da Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval
A apresentação dos 127 barcos, com a presença dos caças, foi assistida por milhares de pessoas, que tomaram o Píer da Vila e arredores, no Centro Histórico de Ilhabela (SP). A cerimônia também contou com a presença da Fragata Tamandaré F200. A embarcação é a mais nova fragata incorporada à Esquadra brasileira e uma das mais modernas da Marinha do Brasil.
“O primeiro dia da nossa regata superou todas as expectativas e já entrou para a história. O tradicional desfile das embarcações entregou um espetáculo de visual e plasticidade impressionantes. Ver os barcos perfeitamente alinhados, com suas velas abertas contrastando com as margens deslumbrantes de Ilhabela, foi um momento absolutamente maravilhoso para o público e para os amantes do esporte”, celebrou o Comodoro do Yacht Club de Ilhabela, Paulo Palermo.
O Comodoro também destacou a participação especial da Esquadrilha da Fumaça. “Essa apresentação foi especialmente autorizada pelo Comando da Aeronáutica, em uma gentil e honrosa atenção ao pedido feito pela Comodoria do Yacht Club. Estamos prontos para uma semana histórica de vela de alto nível”, disse Paulo Palermo.

Apresentação dos 127 barcos antes da largada para a regata de Alcatrazes por Boreste atraiu muitos visitantes para a Vila
Desafios abrem a raia para as regatas de longo percurso de 2026
Após o desfile, os veleiros seguiram para as largadas das três regatas de percurso que abriram a raia da 53ª SIVI Daycoval: Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, Ilha de Toque-Toque por Boreste e Renato Frankenthal.
Principal desafio do evento, a Regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil reúne os barcos das classes ORC e Bra-RGS A e B. O percurso tem aproximadamente 55 milhas náuticas e contorna o Arquipélago de Alcatrazes. O vento forte que soprou do lado de fora da ilha, a leste, proporcionou uma regata mais rápida, mas também mais dura, para as equipes.
O Fita Azul foi o uruguaio Albariño, da classe Bra-RGS, comandado por Marcelo Cipolina. O barco cruzou a linha de chegada às 21h39min52, e ficou com o quinto lugar na sua classe no tempo corrigido, com 09h30min39.

Fragata Tamandaré (F200), da Marinha do Brasil, mais moderno navio de guerra da América Latina, presente na Semana de Vela de Ilhabela em 2026
“A regata foi muito boa. Felizmente este ano a calma não foi tão dura, e conseguimos completar o percurso em um bom tempo. Alcatrazes é sempre uma regata muito bonita, desde o desfile até o apito da chegada. O maior desafio é saber manter a calma quando as condições mudam, e estar alerta depois de várias horas navegando. Ser fita azul é uma honra, e esperamos que nos próximos dias tenhamos boas condições e regatas”, disse o comandante Marcelo Cipolina.
O desafio foi mais duro para os barcos da C30, Bra-RGS C, RGS-Cruiser e Clássicos, que disputaram a Regata Ilha de Toque-Toque por Boreste. O vento sul dentro do canal de São Sebastião rondou para nordeste e depois para leste, levando os veleiros a “caçar” a brisa, numa regata mais técnica e estratégica. Os primeiros a chegar foram o Relaxa Building de Tomás Mangabeira na classe C30 e o clássico Chancegger de Fred Paim.

Alcatrazes por Boreste, Ilha de Toque-Toque por Boreste e Renato Frankenthal reuniram 127 barcos no primeiro dia de regatas de 2026
Já os veleiros da HPE25, que competiram na Regata Renato Frankenthal, enfrentaram vento fraco e as correntes dentro do canal, obrigando a Comissão de Regatas a encurtar o percurso, de 10 milhas náuticas, para pouco mais de 6 milhas náuticas. O primeiro colocado foi o Espetáculo II, de Luiz Fernando Staub.
“Dentro d’água, o primeiro dia confirmou o alto nível técnico da competição. A regata foi disputada em um belo dia de sol, com ventos de intensidade variada e constantes mudanças de direção, exigindo máxima concentração, estratégia e habilidade das tripulações”, observou o Diretor de Vela do YCI, Paulo Cotrim. “As condições desafiaram os competidores do início ao fim, proporcionando uma disputa equilibrada, dinâmica e extremamente emocionante, mostrando por que a Semana Internacional de Vela de Ilhabela é considerada uma das mais importantes competições da vela oceânica da América Latina.”
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