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Turistas pedem mais monitoria e atividades de conscientização ambiental em trilhas da Ilha

Poço da escada, na trilha da Água Branca. Sinalização e informação sobre a flora são fortes da trilha. Foto: Cris Lopes

Em entrevista ao canal de notícias Boas da Praia, a diretora do Parque Estadual de Ilhabela, Carolina Poletto, avaliou como boa a repercussão do projeto de monitoria em trilhas de Ilhabela, realizado entre janeiro e fevereiro nas trilhas da Água Branca, Veloso e Três Tombos. “Todos os envolvidos consideraram uma boa experiência, que teve mais resultados positivos do que negativos, conforme pesquisa feita com os visitantes. Claro, sendo um primeiro projeto, tem suas falhas, principalmente operacionais, mas a maioria delas já foi identificada e serão melhoradas para as próximas fases”, declarou.

Mais de 7,3 mil pessoas visitaram as trilhas durante a fase de teste do projeto. A mais visitada foi a dos Três Tombos, no bairro da Feiticeira, parte sul do arquipélago. “É uma trilha de fácil acesso e o percurso curto, podendo ser percorrido por qualquer pessoa. Outro fator é a proximidade desta trilha do trecho urbano, chega-se até o inicio da trilha de carro”, alega Carolina. Na seqüência vem a cachoeira do Veloso, também no sul, com 967 visitas; e a da Água Branca, junto à guarita do Parque na estrada para Castelhanos, com 693.

Apenas nas trilhas dos Três Tombos e Veloso contaram com o auxílio dos monitores e voluntários.

Ações para melhorias na sinalização e divulgação das trilhas estão previstas para este ano.

Após o passeio nas trilhas, os visitantes respondiam a um questionário sobre as condições das trilhas e os serviços oferecidos. Entre as necessidades apontadas: a monitoria constante das trilhas; mais atividades de conscientização ambiental; sinalização de indicação do local partindo da estrada; corrimão e degraus para facilitar o acesso na descida; identificação de espécies, informações históricas e geográficas do local; manutenção constante da trilha e poços; maior divulgação do local; distribuição de lixeiras; e venda de água e repelente.

Ainda de acordo com Carolina, as sugestões dos visitantes vêm ao encontro do planejamento do parque. “Neste ano, estão previstas ações com vistas a melhorias na sinalização, manutenção das estruturas e da segurança das trilhas; estruturação da interpretação ambiental das trilhas; além de um projeto institucional sobre trilhas no Estado de São Paulo, que está em fase de concepção”, adiantou a diretora do PEI. Os resultados dessa 1ª experiência do projeto serão analisados pela Câmara Técnica de Atividades Turísticas, formada por membros da comunidade, representantes do receptivo turístico e poder público.

O projeto de trilhas monitoradas deverá ser repetido nas férias de inverno e possivelmente durante feriados prolongados. O Parque Estadual conta hoje com 8 funcionários responsáveis pela fiscalização e serviços de rotina, como vistoria e manutenção de trilhas. Segundo a diretora Carolina Poletto, o número atende às demandas solicitadas e fazem também fiscalização e serviços de rotina. Entre estes está incluída a vistoria e a manutenção de trilhas.

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