Dezenas de naufrágios pontilham as costeiras do arquipélago de ilhabela. A explicação para tantos
naufrágios, seria a de que as embarcações tinham seus instrumentos de navegação alterados por inexplicável e misterioso
campo magnético, o que fazia as embarcações desviarem muitas milhas de suas rotas e colidirem em cheio com
as rochas e lajes submersas da costeira.
Exagero ou não, o caso é que a costa sul da ilha de São Sebastião é considerada o paraíso do mergulho em
naufrágios.Dezenas de embarcações, entre rebocadores, cargueiros, veleiros antigos, vapores e navios de
passageiros, além de servirem de moradia para os habitantes do fundo do mar, fazem a alegria dos modernos mergulhadores.
Dentre as embarcações que foram ao fundo no entorno da ilha de São Sebastião, podemos destacar os cargueiros
brasileiros "Aymoré" (1920), "Therezina" (1919) e "Atilio" (1905), o britânico "Whator" (1909), e o espanhol "Principe das Astúrias" (1916), um luxuoso transatlântico que afundou em uma terça-feira de carnaval, registrando
um número oficial de 477 mortes. Especula-se, porém, que também teriam morrido centenas de refugiados da I Guerra
Mundial que estariam nos porões do paquete. |